ANÁLISE GRÁFICA MACROECONOMICA ATUAL


Visando a melhor solução em tempos de crise, o Diretor Executivo da InterAg, Tassio Gil, analisa o mercado e seus índices


A InterAg é uma empresa que sempre trabalhou com o produto onde se deposita Bitcoin, rentabilizando o criptoativo de volta. Por uma questão estratégica, a empresa suspendeu esse serviço em junho de 2019, agora, ele está de volta. Mas por qual motivo? É importante analisar um gráfico muito simples, para entender os motivos que levaram ao cancelamento no ano passado, e os que fizeram ele voltar agora. 




No gráfico do Bitcoin em relação ao Dólar em azul, existe uma linha amarela, ela é a média do preço das últimas 200 semanas. Cada ponto da linha pega o preço das semanas e faz uma média móvel, o que também chamamos de média lenta. “Se vocês analisarem junho do ano passado, o preço do Bitcoin estava na casa dos U$ 13 mil, mas essa média estava na casa dos U$ 4 mil. Tínhamos uma diferença de U$ 9 mil entre o preço e a média de 200 períodos”, afirma Tassio Gil.


Essa média, na teoria da análise gráfica, é chamada de média magnética, pois atrai o preço pelo fato de fazer a média das últimas semanas, é um preço que deve ser considerado. Em junho do ano passado, havia uma diferença entre os preços, era óbvio que os fatores e a média não iriam se aproximar. Observando de perto, quando chegou em janeiro/fevereiro/março de 2020, essa média voltou a ser tocada, mais precisamente no dia 09 de março, justamente o primeiro dia da quarentena mundial do Coronavírus. Houve uma queda de U$ 7 mil para U$ 6 mil, e depois desse valor para U$ 4 mil.

“Se você analisar comigo, isso também aconteceu em setembro de 2015 e em dezembro de 2018. Toda vez que ele toca na média, ele tende a iniciar um processo de alta. Esse processo pode demorar até o fim do ano devido ao cenário macroeconômico atual, mas quando ele descolar da média, nós podemos ver o preço, ainda em 2020, na casa dos U$ 9,3 mil ou mais”, comenta Tassio Gil. 


Segundo o Diretor Executivo da InterAg, foi por esse motivo que a empresa resolveu trazer esse produto de volta. “Imagine só, se a maioria de nosso clientes, que hoje estão posicionados em Tether, uma moeda lastreada em Dólar, tivessem posicionados em Bitcoin, nós não conseguimos manter o preço do Bitcoin por não se ter controle disso. Então essas pessoas iriam ver o capital delas cair em três meses o equivalente a 60%. A empresa iria continuar gerando mais Bitcoins.”


O objetivo desse contrato é de manter a sua quantidade de Bitcoin, gerando mais volume do próprio. Não é possível garantir o preço, ninguém tem essa capacidade no mercado até certo momento. Em junho de 2019, a InterAg posicionou a maioria de seus clientes em Dólar, uma decisão acertada. Ainda no gráfico citado anteriormente, existe um arco convexo, que vai gerar a média de preço. Esse arco indica agora uma lateralização do preço e, posteriormente, outro processo de assimetria para que o preço volte a subir. É uma lateralização constante e ascendente.

Outras análises


Além da análise do Bitcoin, apresentamos estudos de outros ativos digitais. No gráfico, existem quatro linhas. A vermelha corresponde à ação PETR4, da Petrobrás, que tem direito preferencial na realização dos dividendos. É a ação mais famosa do Brasil. A roxa é o IBOV da Bovespa, um índice que mede o preço da bolsa brasileira e toda cotação do país. A azul é do Bitcoin em relação ao Dólar, e a verde é a relação do Dólar com o Real.


“Tracei duas linhas verticais em tracejado vermelho, que estão posicionados no dia 01 de janeiro e 06 de março de 2020, quando houve o anúncio do sistema de isolamento social. Nos primeiros dias de quarentena, vimos as médias da linha vermelha da PETR4 caindo, o Bitcoin se mantendo em lateralização, mesmo que em leve queda, e um alto processo de valorização do Dólar. Na realidade, 06 de março foi quando as linhas se cruzaram, mas se parar para analisar, desde 01 de janeiro o Dólar vinha em uma linha ascendente”, afirma Tassio Gil.


Essa análise mostra como o mercado se comportou nesse período de crise, e qual é o melhor investimento para o momento. “Graficamente falando, é muito nítido que o melhor investimento tem sido o Dólar. Anteriormente, citamos no canal do Youtube da InterAg, a valorização da moeda americana em relação ao ouro por uma questão de liquidez. Nesse momento, as pessoas ativam uma atitude de sobrevivência, precisando de liquidez para manter a capacidade de poder de compra. O Dólar é o ativo mais líquido que temos, ele garante esse poder ao decorrer do tempo”, complementa.

Mesmo no processo de queda, o Bitcoin se manteve superior em relação a investimentos como o da Bovespa e Petrobrás. “O que indicamos agora para quem possui o desejo de ter sua primeira unidade de Bitcoin, ou que tenha um valor disponível para o mercado de risco, separe uma parte para aplicar em Bitcoin”, aconselha Tassio Gil, que ainda cita a indicação do contrato de locação desse Bitcoin para a Rental Coins, empresa do Grupo InterAg. 


“Você vai manter a quantidade de ativos, mas vamos gerar pelo contrato, mais Bitcoins pelo contrato de cessão temporária. Se você tem um capital para gerar sua renda, pagar suas contas e se organizar financeiramente, minha indicação é o contrato de cessão temporária no Tether, que é o criptoativo lastreado em Dólar. Temos um contrato de 6% ao mês na Rental Coins com garantia imobiliária”, finaliza.