Do fiduciário ao não palpável

 

Há 40 anos atrás, a utilização de dinheiro vivo era rotineiro mas, com a transição tecnológica, o mercado desenvolveu novos meios


A transação tecnológica virou algo cotidiano e sempre esperado. Dos anos 2000 até agora, o progresso é considerável, e isso é muito visto, por exemplo, em smartphones, que há 20 anos atrás só serviam para ligações e agora são artigo de luxo na vida de uma pessoa. Nele, você encontra suas redes sociais, sua câmera pessoal e os aplicativos de bancos que fazem com que você não precise frequentar filas em horários de pico. Essa análise é interessante e nos faz pensar como o dinheiro mudou seu pensamento nos últimos anos. Ele é o mesmo do que vimos há 40 anos? Com certeza, porém, agora é tratado e visualizado de uma maneira diferente.

 

Diversas questões fizeram com que nós, como sociedade, nos afastássemos do dinheiro “vivo”, seja pela segurança pública, que nunca foi um forte no Brasil, como também pelo comércio em geral que iniciou uma onda de propor mais opções digitais de pagamento. Obviamente, ainda vivemos com o fiduciário, mas ele está se tornando um artigo muito mais disruptivo do que tradicional, sendo mais presente de outras formas do que na palma de nossa mão. Um dos fatores mais relevantes nessa transição é o surgimento do mercado financeiro digital e suas soluções tecnológicas.

 

Dentro do criptomercado trabalhamos com o dinheiro fiduciário, mas ele é muito visto como artigo de transformação do que o “ativo principal” de nosso trabalho. É compreensível que o mercado dos criptoativos caminhe por um longo trajeto, mas é ciente dos frutos que irá recolher durante esse caminho. Esse setor entendeu que o dinheiro fiduciário precisa quebrar suas amarras tradicionais para virar algo muito mais prático, rápido, seguro e com garantias de transação. Hoje, no Brasil e no mundo, só o mercado financeiro digital pode propor essa solução.

 

Mais do que isso, essa ideia apareceu para se estabelecer como o futuro, mas já trabalhando seu campo no presente, onde o tradicionalismo monetário ainda reina quando falamos em dinheiro. Mas, mesmo que sejamos o oposto do tradicional, vemos que os grandes bancos seguem alternativas disruptivas e de adaptação, essas que são legado do Bitcoin e da Blockchain em meados de 2008. A necessidade dessa mudança não surgiu do nada, o futuro e o presente de nossa sociedade clamou por mudanças, algo que começou a se tornar cada vez mais presente na vida de todos com os avanços da tecnologia portátil.

 

Desta forma, o fiduciário é um artigo que precisa passar por uma transformação, essa que começou há uma década atrás graças ao criptomercado. A sociedade irá avançar, com as rotinas de trabalho cada vez mais incluídas em nosso dia a dia, a praticidade será algo aclamado pelas massas populares, assim, os criptoativos surgirão como pensamento primário. Claro, a falta do “palpável” ainda é um problema para muitos na questão de confiança, mas a Blockchain existe justamente para auxiliar nessa transação de pensamento. Muito mais do que necessária, a mudança de lógica dentro do dinheiro é o sonho que será realizado pelo setor dos criptoativos nos próximos anos.