Ministério Público Federal afirma que Bitcoin pode impactar sistema financeiro


Em documento, Ministério destaca o potencial de tecnologia e inovação dentro do popular criptoativo


O Ministério Público Federal, recentemente, afirmou por meio de um documento, que o Bitcoin é uma alternativa inovadora de grande potencial de impacto, um tipo de mudança que pode chegar ao Sistema Financeiro Nacional. O documento informativo sobre o criptoativo se chama "Relatório de Atividades", que descreve algumas das ações do Ministério no ano de 2019.  


Desta forma, no documento produzido pela 3 Câmara de Coordenação e Revisão do Consumidor e da Ordem Econômica, o BTC ganhou certo destaque pelo seu potencial tecnológico, chamando atenção para um futuro de soluções. O mercado financeiro digital caminha para essa mudança, um reconhecimento de um órgão nacional é de grande impacto e reflexão.  


De acordo com o MPF, o uso de moedas virtuais chama atenção por seu conteúdo inovador e tecnológico, além de seus potenciais de impacto em setores regulados. Ainda segundo o Ministério Público, para que o Bitcoin possa impactar, ele precisa ser monitorado. Devido a esse fator, a 3ª CCR demandou estudos à área pericial do MPF, com a participação de membros em capacitação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  


O documento também destaca que, dentro do monitoramento, houve uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados e uma promoção de reuniões com o Banco Central do Brasil. Isso ocorreu para um melhor esclarecimento dos pontos relativos à abordagem regulatória da autoridade monetária sobre a matéria.  


O Ministério Público Federal salienta que, apesar de ainda não ser matéria regulada no Brasil, a definição de regras para a circulação do Bitcoin no Brasil é uma das pautas prioritárias. Com palavras do MPF, o acompanhamento dos debates a respeito das criptomoedas já é realizado pelos Grupos de Trabalho: Tecnologias da Informação e da Comunicação (GT-TIC) e Sistema Financeiro Nacional (GT-SFN) da 3ª CCR, como parte da pauta prioritária. 


Lembrando que essa não é a primeira vez que o MPF realiza e destaca um estudo sobre o criptoativo mais popular do planeta. O órgão acompanha de perto os criptoativos em geral, além de já ter colaborado na produção de um guia de orientação para a Polícia Federal em caso de apreensões que envolvem ativos virtuais.


Fonte: Cointelegraph