Human Rights Foundation ensina ativistas a proteger fundos com o Bitcoin


A intenção da fundação é de promover a educação em BTC para auxiliar profissionais em relação à segurança monetária 


A Human Rights Foundation (HRF), importante organização global sem fins lucrativos de direitos humanos, vêm focando seus esforços no uso de criptoativos como meio de proteção. O Bitcoin, por exemplo, é um ativo digital que é visto como uma maneira de proteger e garantir direitos humanos nos olhos da instituição. Recentemente, a HRF firmou parceria com a startup de custódia cripto Casa, para ajudar ativistas globais na proteção de fundos usados para combater violações de direitos humanitários. 


Fundada em 2005, a fundação possui sede em Nova York e está ativamente envolvida no setor de criptoativos. Em junho de 2020, a HRF lançou seu próprio Bitcoin Development Fund, um projeto focado em privacidade para apoiar desenvolvedores, tornando o Bitcoin uma ferramenta mais segura para ativistas e jornalistas em todo o mundo. Em 23 de junho, o fundo recebeu cerca de US$ 30 mil em doações de 22 doadores. 


Como parte da nova colaboração, a Casa trabalhará com a fundação para educar e lecionar organizações sem fins lucrativos sobre o Bitcoin, criptoativo mais popular do mundo atualmente de acordo com o CoinMarketCap. A nova iniciativa visa solucionar empecilhos financeiros enfrentados pelas sociedades regidas por regimes autoritários. Uma dificuldade na vida de ONGs é o difícil acesso à serviços bancários tradicionais, assim, ao promover o uso de criptomoedas, a Human Rights Foundation e a Casa esperam ajudar os ativistas, garantindo sua segurança.


O diretor de estratégia da HRF, Alex Gladstein, descreve que o Bitcoin possui um enorme potencial de auxílio aos ativistas na busca por arrecadar fundos de combate aos abusos dos direitos humanos. Segundo o executivo, a questão de armazenar fundos em criptoativos de maneira segura sempre foi um grande desafio. Assim, é esperado que a Casa expanda a experiência na proteção de fundos para ONGs, como meios de comunicação independentes e grupos ambientais. 


Por fim, Gladstein comentou que com softwares como a Casa, as organizações podem manter o Bitcoin seguro, mantendo o controle total, sem o risco de perder fundos devido a um erro. “É fundamental que os ativistas controlem as chaves privadas de seu Bitcoin, para que eles sempre possam levar seus fundos para onde é necessário, quando quiserem”, finaliza o diretor de estratégia da Human Rights Foundation. 


Fonte: Cointelegraph e Human Rights Foundation